quarta-feira, 27 de março de 2013

Inovação a partir de boas práticas é diferencial para pequenas e médias empresas


Site conseguiu colocar no ar um sistema que lista aulas de importantes universidades estrangeiras na ordem em que o termo pesquisado é mais citado
Um dos maiores gastos do Veduca - um site que reúne centenas de aulas em vídeo de instituições como Universidade Harvard e Massachusetts Institute of Technology - é encomendar legendas em português para as lições gravadas. "Gastamos cerca de 1000 reais por aula com o serviço de tradução", diz Carlos Souza, de 32 anos, fundador do Veduca.
 
No ano passado, Souza teve uma ideia - aproveitar as legendas para oferecer aos alunos um sistema de busca que localizasse o momento em que determinada palavra aparece. "Temos um conteúdo riquíssimo em mais de 5.000 aulas, que só eram categorizadas manualmente e por temas centrais, como matemática e filosofia", diz Souza.
 
Souza se inspirou no Google para levar sua ideia adiante. "A missão do Google é organizar as informações do mundo e torná-las globalmente acessíveis e úteis", diz Souza. "A nossa é catalogar os vídeos pela ordem que cada aluno julgue mais interessante." Por enquanto, o Veduca conseguiu colocar no ar um sistema que lista as aulas na ordem em que o termo pesquisado é mais citado.
 
Numa busca pelo nome Barack Obama, por exemplo, aparece em primeiro lugar uma aula do curso de ciências políticas da Universidade da Califórnia em que o presidente americano é citado 13 vezes. A ideia dos engenheiros e dos programadores do Veduca é continuar aperfeiçoando o sistema que organiza a listagem de aulas - num processo dinâmico parecido com o adotado pelo Google, que altera as regras de seu sistema de buscas mais de 500 vezes por ano
 
"Estamos acrescentando critérios que organizam as aulas por outros tipos de relevância", diz Souza. "Uma delas considera o histórico de pesquisas do aluno."
 
Num mundo em que ficou extremamente difícil competir, é cada vez menos inteligente tentar ser criativo em tudo - e isso vale para empresas de todo tamanho. Nas últimas décadas, as empresas mais competitivas passaram a adotar técnicas de benchmarking. Elas consistem, basicamente, em identificar uma ou duas empresas que sejam excelentes num determinado aspecto e copiar ou adaptar as práticas que as tornam boas naquilo.
 
Um empreendedor interessado em melhorar a distribuição, por exemplo, deveria tentar compreender como os refrigerantes da Coca-Cola e os cigarros da Souza Cruz podem ser encontrados num bar do beco de uma rua escondida.
 
A inovação vem na hora de moldar a estrutura de uma ideia alheia ao negócio. "Há algumas vantagens em não ser pioneiro", diz Diogo Dutra, da consultoria Grupo S1m. "Uma delas é estar numa posição mais favorável para enxergar o que não está funcionando no original."
 
"O empreendedor deve incentivar a imitação para que os funcionários fiquem à vontade para sugerir algo com base na concorrência ou em outros mercados", diz Dutra. Feito isso, o segundo passo é identificar as descobertas já feitas por outras empresas que venceram um desafio semelhante.
 
Também pode ser interessante fazer brainstormings misturando ideias aparentemente desconexas. "Algumas inovações vêm de combinações que resultam em algo novo", diz Dutra. A saga de Guerra nas Estrelas, por exemplo, é fruto de um misto de ficção científica e mitologia com histórias de filmes de samurais.(Exame)


Fonte: JC

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Ray Bradbury

"Se não tivermos bibliotecas, não temos nenhum passado e não teremos um futuro"