Dicas de escrita

Dicas de Escrita - Revise seu texto!

9/23/2020 08:00:00 AM

     A produção textual acadêmica exige muita atenção e, principalmente, revisão do texto completo. Muitos erros encontrados nesses textos poderiam ter sido corrigidos com uma leitura atenta da produção. Para ajudar nesse passo importante, que vai aumentar muito a qualidade do seu texto, siga os passos a seguir:

FLUXO TEXTUAL - Analise se a sua produção possui início, meio e fim. Um assunto não pode ser abordado sem uma introdução para contextualizá-lo, é preciso que o leitor entenda o contexto daquilo que será tratado já no início do texto. O desenvolvimento deverá ampliar a introdução, mas não poderá fugir daquilo que foi estabelecido. Para um texto com sentido completo, não pode faltar a conclusão, onde você deverá retomar as ideias desenvolvidas ao longo do processo de escrita. Várias releituras são necessárias para esclarecer e reorganizar o conteúdo para tenha uma sequência lógica completa.

CONTEÚDO - Verifique a qualidade do conteúdo do seu texto. Ele precisa ter um embasamento teórico, pois as suas conclusões precisam ser bem fundamentadas. A coerência de um texto é facilmente compreendida pelo leitor quando se encontra sentido lógico entre as proposições escritas. Já a coesão é percebida no modo como os componentes do texto conectam-se dentro das suas relações para a formação de uma sequência linear, também está ligada ao fluxo textual.

CITAÇÕES - Uma vez que seu texto possui embasamento teórico, você precisa saber citar corretamente os autores que fundamentaram sua produção textual. Em um texto acadêmico, é necessário conhecer as normas de citações para conferir validade científica ao trabalho. Confira o manual elaborado pelos bibliotecários da Uergs para fazer citações corretamente clicando neste link.

GRAMÁTICA - Esse é o passo mais difícil para muitas pessoas, mas com uma leitura atenciosa é possível identificar e corrigir muitos desvios gramaticais. Em primeiro lugar, esteja atento à acentuação e à pontuação, lembrando que algumas regras de acentuação mudaram com o último acordo ortográfico da Língua Portuguesa. Da mesma forma, atente à ortografia, pois diversos erros não são percebidos pelos corretores ortográficos, e a ortografia de muitas expressões mudou com a nova regra do hífen. As frases muito longas exigem cuidado redobrado, pois é muito fácil os erros de concordância passarem despercebidos neste caso.






São muitos os aspectos que precisam estar em harmonia para uma boa produção acadêmica. Neste post, elencamos apenas alguns elementos que podem ajudar você na revisão de seus trabalhos.


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Dicas de Escrita - Acento diferencial - Acentuação #3

9/16/2020 08:00:00 AM

    Como o próprio nome diz, o acento diferencial é utilizado para diferenciar mais facilmente as palavras homófonas (aquelas que possuem a mesma pronúncia). Atualmente, Com a entrada em vigor do acordo, o acento diferencial não é mais usado nos vocábulos como:

pára (forma verbal) e para (a preposição);

péla (do verbo pelar) e pela (a união da preposição com o artigo);

pólo (o substantivo) e polo (a união antiga e popular de por e lo);

pélo (do verbo pelar) e pêlo (o substantivo).


Exceções: duas palavras continuarão recebendo o acento diferencial, são elas:

pôr (verbo) mantém o acento para que não seja confundido com a preposição por;

pôde (pretérito perfeito do indicativo da 3ª pessoa do singular) também mantém o circunflexo para que não haja confusão com pode (presente do indicativo da 3ª pessoa do singular).

Observação: em fôrma/forma, o acento é facultativo.






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Dicas de Escrita - Ditongos "ei, oi" - Acentuação #2

9/09/2020 08:00:00 AM

     Antes das recentes mudanças na ortografia do nosso idioma, a regra era acentuar os ditongos éi - ói - éu sempre que tivessem o som aberto. Não fazia diferença se esses ditongos estavam em palavras monossílabas (ex.: dói e véu); oxítonas (ex.: papéis, herói e troféu); ou paroxítonas (ex.: idéia e heróico), todos os ditongos abertos eram sempre acentuados.

    Contudo, o Acordo Ortográfico aboliu o acento nesses ditongos em vocábulos paroxítonos. Nas outras  situações, manteve o acento. Observe alguns exemplos: 
  • Paroxítonas (perderam o acento): teteia, jiboia, heroico, assembleia, ideia, alcaloide, monoico.
  • Oxítonas e monossílabos (mantêm o acento): dói, anéis, fiéis, destrói, caubóis. 
*Obs.: as proparoxítonas continuam sendo todas acentuadas.
 
    Mas essa regra possui exceções: permanecem com acento as paroxítonas terminadas com outro ditongo (ex.: esferóideo, tireóideo, xifóideo) ou em r (destróier, contêiner).





 

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Dicas de Escrita - Vogais duplas - Acentuação #1

9/02/2020 10:00:00 AM

    Hoje vamos começar uma nova série de dicas de escrita: acentuação. Mesmo com os corretores de texto usados nos nossos celulares e editores de texto em geral, a acentuação ainda gera muitas dúvidas. Diversas questões que surgem têm relação com o Acordo Ortográfico que se tornou obrigatório em 2016.

    O caso que vamos abordar hoje é o das palavras que possuem vogais repetidas. As paroxítonas com vogal tônica fechada do hiato "oo" e as paroxítonas que têm um "e" tônico em combinação com a terminação "em" perderam o acento circunflexo (^).

    Dessa forma, as palavras com dupla vogal "ee" e "oo" perderam o acento. Com a Nova Ortografia, verbos como creem, deem, leem e veem serão grafados sem o circunflexo. Muitos ainda erram essa acentuação, pois se habituaram a ler tais palavras com acento durante muitos anos.

    Veja os exemplos:






Semana que vem voltamos com mais dicas!

    

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Dicas de Escrita - Os porquês

8/26/2020 10:00:00 AM

     Assunto que gera muitas dúvidas, os porquês da língua portuguesa são quatro (por que, porque, por quê e porquê) e possuem funções diferentes. Vamos ver cada um deles:

POR QUE - Separado e sem acento: é usado iniciando perguntas diretas ou está presente no interior de perguntas indiretas, e pode ser substituído por “por qual razão” ou “por qual motivo”. Exemplo: Por que isso aconteceu? (Por qual motivo isso aconteceu?)

Contudo, quando usado no meio das frases, tem a função de pronome relativo e pode ser substituído por "por qual" e "pelo qual". Exemplo: O momento por que passei... (O momento pelo qual passei...)

PORQUE - Junto e sem acento: é uma conjunção causal ou explicativa, para confirmar se o seu uso está correto, você pode substituí-la por “pois” e “uma vez que”. Exemplo: Isso aconteceu porque está frio. (Isso aconteceu pois está frio.)

POR QUÊ - Separado e com acento: é usado no fim das frases ou até de maneira isolada. Pode ser substituído por “por qual motivo” ou “por qual razão”. Exemplo: O trabalho não foi entregue por quê? (por qual motivo?) ou O trabalho não foi entregue. Por quê?

PORQUÊ - Junto e com acento: é um substantivo, pode ser acompanhado de artigo, pronome, adjetivo ou numeral. Significa “motivo” ou “razão”. Exemplo: Queria entender o porquê (o motivo/ a razão) de isto estar acontecendo.

    Confira o resumo do que aprendemos e guarde para consultar quando precisar:






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Dicas de escrita - Para mim ou para eu?

8/19/2020 10:00:00 AM

    Antes de responder, é preciso esclarecer que "eu" e "mim" são pronomes, um do caso reto (eu) e outro do caso oblíquo (mim). A dúvida sobre qual utilizar é muito comum, pois na fala usamos "para mim" na maioria dos casos. Contudo, na escrita, considera-se errado utilizar o pronome oblíquo na função de sujeito da oração, ele deve ser utilizado somente como objeto. 


    Dessa forma, o emprego de "para mim" ou "para eu" dependerá da situação de uso, já que as duas expressões existem e estão corretas, exercendo funções sintáticas diferentes. Em resumo, a expressão “para eu” deverá ser usada quando “eu” assumir a função de sujeito. Já a expressão “para mim” será empregada quando “mim” exercer a função de complemento. Para identificar melhor, fique atento ao verbo, pois antes dele devemos usar "eu", já que "mim" não executa a ação. Veja os exemplos:





Semana que vem, voltamos com mais dicas. Se tiver alguma dúvida ou sugestão, deixe um comentário!

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Pleonasmos viciosos

8/12/2020 10:00:00 AM

    O pleonasmo pode ser identificado como uma expressão redundante. Amplamente utilizado na literatura, principalmente na poesia e na música, como uma figura de linguagem empregada para demonstrar ênfase, o pleonasmo também é muito comum na fala coloquial. Contudo, na linguagem escrita formal, em textos acadêmicos, ele deve ser evitado.

    Chamamos o pleonasmo intencional usado na literatura como figura de linguagem de PLEONASMO LITERÁRIO, em contraposição àquele utilizado sem querer, causando redundâncias desnecessárias, denominado PLEONASMO VICIOSO. 

    Essa redundância pode acontecer porque o usuário da língua desconhece ou não percebe o significado embutido nas palavras que formam a expressão. Um exemplo comum é " dez anos atrás", onde o falante não se dá conte de que o "" indica passado, não necessitando da palavra "atrás". Assim, o correto é: " dez anos" ou "Dez anos atrás". Veja mais alguns exemplos na imagem:




    Ficou com alguma dúvida? Pode deixar um comentário que a gente ajuda!

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Dicas de escrita - Verbos - Casos especiais: futuro do subjuntivo

8/05/2020 11:00:00 AM

    A conjugação verbal é bastante complexa, e alguns casos especiais podem causar dúvidas, como o futuro do subjuntivo.

 
    Utilizamos o modo subjuntivo quando queremos conferir uma ideia de possibilidade  ou suposição a um determinado ato, utilizando palavras que exprimem dúvida, como "quando" e "se" para iniciar a oração. A formação desse modo verbal pode gerar erros, principalmente em alguns verbos no futuro do subjuntivo.

    Formações que são muito comuns na fala acabam virando erros na norma padrão da língua escrita, veja os exemplos:
  • Quando eu ter um diploma.
  • Se você querer um carro.
    Isso acontece pela semelhança entre as conjugações do futuro do subjuntivo e do infinitivo pessoal. O correto, de acordo com a gramática tradicional é:
  • Quando eu tiver um diploma.
  • Se você quiser um carro.
    Veja os casos mais comuns:




   Semana que vem voltaremos com mais dicas de escrita no blog.

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Dicas de escrita - Crase #5

7/29/2020 12:00:00 PM

    Olá, pessoal! Até esta semana, nós já aprendemos bastante sobre a crase, e nesta última postagem sobre o tema vamos ver mais casos em que é comum a crase estar empregada incorretamente. Para não errar mais, acompanhem as dicas a seguir!

    Entre palavras repetidas: certamente você já viu "dia à dia" ou "cara à cara", mas essa grafia está errada, pois se tratam de locuções indissolúveis e não há entre essas palavras a necessidade de usar o artigo"a", sobrando somente a preposição "a". O uso da crase, portanto está errado. A crase até poderá ser utilizada, em alguns casos, entre palavras repetidas que não formem uma locução indissolúvel, com uma unidade de sentido. 

    Antes de palavras no plural: para a crase estar correta antes de palavras femininas no plural, é necessária a concordância com o artigo "as", também no plural. A crase no "a" antes de plural implica erro de concordância, deve-se optar entre não utilizar a crase no "a" singular ou utilizar a crase, mas com o artigo exigido pelo plural "as".
    

    


 


     Horas: a crase nunca deve ser utilizada para indicação de horas com as preposições até, após, desde, entre e para. Dessa forma, está correto: "das 10 às 14h", mas está incorreto "entre 10h às 14h" e "após às 14h".

    Distância, casa e terra: somente devemos usar a crase antes dessas palavras quando elas estiverem especificadas, como em "Vou à casa de meus pais" e "Fui à terra natal dos meus avós". 







    Ainda está com alguma dúvida sobre a crase? Pode deixar um comentário! Na próxima semana, teremos mais dicas de escrita.

    

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Dicas de escrita - Crase #4

7/22/2020 12:00:00 PM

    Às vezes, mais fácil do que decorar todas regras do uso da crase, o melhor é tentar lembrar dos casos em que NÃO se deve utilizá-la. Vamos ver a seguir alguns casos em que a crase não ocorre:



1. Diante de palavras masculinas, pois o artigo empregado é sempre o "o", e não o artigo "a", como exigido pelas palavras femininas.
  • Escreveu o texto a lápis.
  • Passou a camisa a ferro.
  • Fez uma compra a prazo.

2. Antes de verbos, pois eles não exigem artigos. Dessa forma, os "a" dos exemplos abaixo representam somente a preposição "a".
  • A professora começou a falar.
  • O aluno estava disposto a ajudar.
  • Foi convidado a sentar.

3. Antecedendo os artigos indefinidos (um, uma, uns, umas), pois um artigo indefinido nunca vai exigir um artigo defino junto.
  • O prefeito recorreu a uma política conhecida.
  • O professor entregou as provas a um aluno.
  • Ela se referia a uns e outros.

4. Antes dos pronomes pessoais. Eles podem ser pessoais do caso reto - eu, tu, ele(a), nós, vós, eles(as) - ou pessoais do caso oblíquo - me, te, o, lhe, nos, mim, ti etc.
  • Todos diziam a ele que seria eleito.
  • Eu pedi a ela que me esperasse.
  • Os livros foram oferecidos a mim.





    Os casos em que a crase não deve ser utilizada não acabam por aqui... Fiquem atentos ao blog que semana que vem temos mais dicas.

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Dicas de escrita - Crase #3

7/15/2020 12:00:00 PM

    Esta semana nós temos mais uma situação que gera muita dúvida: o emprego da crase diante de um nome de lugar.

    O verbo "IR" sempre pede o complemento da preposição "a". Quem vai, vai a algum lugar. O lugar aonde vamos pode vir precedido ou não do artigo "a" (e a junção desses dois "a" vai gerar a crase). Vamos ver os exemplos:
  • Vou a Paris.
  • Vou à França.
    Se a preposição "a" existe nos dois casos, por que um recebe crase e o outro não? Porque "França" pede o artigo "a" e "Paris" não pede. Sempre que ficar em dúvida, lembre-se do antigo macete:
  • Vou a ___, volto DE ___ - NÃO há crase
  • Vou a ___, volto DA ___ - HÁ crase





    Depois dessa dica, duvido você errar de novo! Acompanhe nosso blog para continuar melhorando a sua escrita.

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Dicas de escrita - Crase #2

7/08/2020 12:00:00 PM

    Olá! Vamos continuar aprendendo a usar a crase corretamente?


    Na semana passada, vimos que devemos utilizar a crase quando temos o encontro da preposição “a” com o artigo “a”. Mas não é somente na junção com o artigo “a” que a crase é exigida. Vamos ver outros casos a seguir.

 

   Quando há o encontro da preposição “a” com a letra “a” inicial dos pronomes demonstrativos “aquele”, “aquela” e “aquilo”, a crase deve ser utilizada: "àquele", "àquela" e "àquilo".

    Assim, existirá o acento grave quando o termo que acompanha os pronomes “aquele”, “aquela” e “aquilo” exigir a preposição “a”. Veja o exemplo:


  • Sou favorável àquela proposição. (Favorável a + aquela)

  • Essa obra pertence àquele autor. (Pertencer a + aquele)


    Atenção! Não pense que está errado colocar a crase antes de “aquele” por se tratar de um termo masculino, pois o que é levado em consideração é o “a” do início.


    Para ter certeza do uso da crase nessas situações, você pode substituir os pronomes "aquele", "aquela" e "aquilo" por "a esse", "a essa" ou "a isso". Acompanhe os exemplos da imagem:





  


    Além dos pronomes demonstrativos “aquele”, “aquela” e “aquilo”, a crase também pode ocorrer no encontro da preposição “a” com os pronomes relativos “a qual” e “as quais”, como no exemplo:


  • As aulas às quais assisti eram muito importantes. (Assisti a + as quais.)


    Com a finalidade de evitar repetições desnecessárias, também podemos utilizar a crase em “à que”:


  • Comprou uma obra igual à (obra) que tinha estragado na chuva.

  
    Na semana que vem, vamos ver outros casos que também podem causar dúvidas no uso da crase. Acompanhe o blog para mais dicas!

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Dicas de escrita - Crase #1

7/01/2020 12:18:00 PM

    Olá, pessoal! A partir de hoje vamos fazer uma série de postagens com dicas de escrita para facilitar a vida de vocês e, para começar, vamos abordar a famigerada crase.


    Nós utilizamos o acento grave (`) para indicar a fusão de duas letras "a", sendo que cada uma dessas letras tem uma função diferente na frase. Assim, para haver crase, é necessário que exista um "a" de preposição seguido de um "a" de artigo definido feminino (veremos outros casos nas próximas postagens).

    Mas o que é uma preposição? É o conectivo exigido por alguns verbos, substantivos e adjetivos para se ligarem ao restante da frase. Veja alguns exemplos de palavras que pedem o complemento da preposição "a":
  • Habituar-se a
  • Pertencer a
  • Referir-se a
  • Sobreviver a
  • Sujeitar-se a
  • Prejudicial a
  • Favorável a
  • Grato a
  • Relativo a
    Contudo, somente utilizaremos a crase se, após a preposição "a", houver houver um artigo "a", como nos exemplos a seguir:
  • Habituar-se à situação. (Habituar-se a + a situação)
  • Referir-se à obra. (Referir-se a + a obra)
  • Favorável à ação. (Favorável a + a ação)
  • Grato à mãe. (Grato a + a mãe)
    Um truque muito utilizado para descobrir se a crase deve ser empregada é trocar a palavra feminina por uma masculina. Se o resultado for "ao", a crase estará correta. Vamos aos exemplos:
  • Este livro pertence à aluna. (Podemos trocar "aluna" por "aluno", ficaria: Este livro pertence ao aluno - então a crase está correta)
  • Ele escreveu a carta. (Podemos trocar por "e-mail", ficaria: Ele escreveu o e-mail - como não temos "ao", não devemos utilizar a crase)





    Na próxima semana, vamos continuar falando sobre a crase. Fiquem ligados no nosso blog para muito mais dicas!



    

    

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