sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Primeira fazenda eólica da Mongólia está quase pronta

Fonte: Planeta Sustentável/Planeta Urgente

José Eduardo Mendonça


Ela deve suprir 5% da energia local

A maior fonte de exportações da Mongólia é o carvão, mas a economia que mais rapidamente cresce no mundo está começando a explorar seu vasto potencial de energia renovável, com uma enorme fazenda eólica que começa a operar no final deste ano.

A instalação, que fica a 60 quilômetros da capital Ulan Bator, fornecerá 5% das necessidades de energia da Mongólia. Cinco grandes usinas a carvão fornecem atualmente 80% da eletricidade da nação. Mas o clima e a geografia na região apresentam grandes oportunidades para energia renovável – seus grandes platôs são varridos pelos ventos, há sol forte durante todo o ano, e suas planícies podem ser aproveitadas com pouca interferência nas vidas dos pastores tradicionais. O potencial anual de energia limpa do país é de 2.6 terawatts, cerca de um quarto da demanda mundial de eletricidade, de acordo com dados do Laboratório Nacional de Energia Renovável dos EUA e do Centro Nacinal de Energia Renovável da Mongólia. “Na Mongólia há vastas extensões de terra, mais de 300 dias de sol por ano e um vento razoavelmente constante. Assim, é basicamente ideal,” disse Neal Detert, gerente de projeto da Clean Energy LLC na Mongólia.

O desafio é a dependência que o país tem do carvão: é sua maior exportação, ajudando a impulsionar um crescimento de 17% em seu PIB no ano passado. A nova instalação, de 50 megawatts, irá produzir a primeira carga de energia nova acrescentada à grande da Mongólia desde 1986 (quando sua população era 30% menor) e é a primeira iniciativa privada local do setor. O principal investidor é a Newcom, que tem 75% do projeto de U$ 120 milhões.

A Newcom e seus parceiros, incluindo a General Electric e o Banco Europeu para Reconstrução e Desenvolvimento, estão avaliando uma fazenda futura de 1.600 km quadrados no Deserto de Gobi. A primeira fase apenas geraria seis vezes mais eletricidade do que a usina em fase final de construção, afirma o Sustainable Business.

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