segunda-feira, 8 de abril de 2013

Pesquisadores têm acesso a obras raras da literatura na recém inaugurada Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin

Interessados podem agendar sua visita  ao acervo de mais de 60 mil volumes guardados num moderno edifício
Desde terça-feira, 2 de abril, pesquisadores têm acesso a um raro acervo da literatura brasileira. Basta agendar uma visita à recém-inaugurada Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, que guarda importantes obras da literatura brasileira, como o original de Grande Sertão Veredas, a primeira impressão de Vidas Secas e um livro do Padre José de Anchieta sobre a gramática guarani.
 
O precioso acervo está conservado num moderno edifício na capital paulista.. Com 20 mil metros quadrados e 60 mil volumes, a biblioteca está localizada na Cidade Universitária, zona oeste da cidade, e conta com climatização, auditório, livraria da EDUSP (Editora da Universidade de São Paulo), salas de pesquisa e leitura, laboratórios e anexos. O nome é uma homenagem a Guita e José Midlin, os principais responsáveis pelo grande acervo. Em 2006, o casal doou sua coleção pessoal de 32 mil títulos e 60 mil volumes à USP.
 
Além do acervo da Brasiliana, o prédio tem um segundo bloco, previsto para ficar pronto em junho ou julho. Este módulo deverá abrigar o Instituto de Estudos Brasileiros (IEB). O público que visitar o espaço vai poder conferir a exposição com os cem livros e documentos mais valiosos da Biblioteca até o dia 28 de junho. Também poderá conhecer a exposição permanente "Não faço nada sem alegria", sobre a vida do casal Midlin, a formação da biblioteca, a construção do edifício, a conservação do livro, a história da imprensa e o prazer da leitura, contados através de painéis, imagens, textos e vídeos.
 
O prédio foi inaugurado no dia 23 de março, durante evento com autoridades e convidados. Estavam presentes Marta Suplicy, ministra da Cultura; Sonia Mindlin, filha do casal que dá nome ao espaço; e Rodrigo Mindlin, arquiteto e autor do projeto junto com Eduardo de Almeida. "A gente teve a incumbência de pensar um espaço físico que poderia abrigar as pessoas de maneira humana, aberta, livre, com um acervo de obras raras tão especial como esse, que foi construído ao longo de 80 anos", contou Rodrigo, que também é neto de Guita e José.
 
(Jornal da Ciência)

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