biologia marinha

Guia de Consumo Responsável de Pescados

3/27/2013 02:31:00 PM


Por meio da perspicácia e esforço de estudantes e professores dos cursos de Oceanografia, Ciências Biológicas e de Publicidade e Propaganda, a Unimonte criou um catálogo inédito em terras brasileiras que traz a lista de espécies que correm risco de extinção e aquelas que ainda podem ser pescadas sem trazer riscos ao ecossistema marinho.
Trata-se do Guia de Consumo Responsável de Pescados. A publicação é dividida em quatro categorias:Bom apetite (sinal verde), para espécies abundantes, sem problemas de conservação ou cultivadas em cativeiro; Coma com Moderação (sinal amarelo), espécies com declínio na abundância devido à atividade pesqueira; Evite (sinal vermelho), espécies próximas à extinção em virtude do excesso de pesca; e Não, Obrigado! (sinal preto), espécies proibidas para consumo.
Com formato ao estilo pocket (de bolso), o guia foi produzido tendo como base pesquisas científicas feitas por estudantes e professores da Unimonte, além de integrantes da ONG Biopesca, em um trabalho de campo que durou cerca de um mês. Neste período, o grupo envolvido também promoveu o cruzamento de diversas listas de espécies ameaçadas elaboradas por instituições nacionais e internacionais, como Instituto de Pesca de Santos, Ibama, Ministério do Meio Ambiente, Greenpeace e IUCN (União Internacional para Conservação da Natureza e Recursos Naturais), e ainda contou com a orientação de especialistas nas áreas de recursos pesqueiros e oceanografia.
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água

Impactos das mudanças no uso da terra em corpos aquáticos

3/25/2013 02:02:00 PM

Em parceria com instituições de outros países, pesquisadores da USP estudam alterações em rios e lagos resultantes da expansão do cultivo da cana-de-açúcar e da soja
Mudanças no uso da terra que ocorrem atualmente em grande parte do mundo, com maior intensidade nas regiões tropicais - causadas pelos aumentos da população e da demanda por alimentos e energia -, têm provocado diversos impactos na composição química e na biodiversidade dos corpos d'água.

No Brasil, algumas das alterações em rios e lagos resultantes da expansão do cultivo da cana-de-açúcar e da soja e da substituição da floresta por áreas de pastagem de gado têm sido estudadas por pesquisadores do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com colegas da Universidade de Washington, Ecosystem Center e Wood Hole Research Center - nos Estados Unidos -, além da Universidade de Potsdam (Holanda) e University of British Columbia, do Canadá.

"Temos tentado, cada vez mais, realizar trabalhos interdisciplinares de pesquisa para tentar unir o conhecimento dos sistemas terrestre e aquático dentro de uma abordagem única, sem esquecer a ação do homem, que é extremamente importante nas mudanças de uso da terra", disse Maria Victoria Ramos Ballester, professora do Cena, à Agência FAPESP.

De acordo com Ballester, membro do Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais, o cultivo da cana-de-açúcar pode causar diversos impactos ambientais. Um deles é provocado pelo uso da vinhaça (subproduto do refino do álcool) como fertilizante para a cultura. A vinhaça é rica em nitrogênio, composto químico que, em excesso na água de rios e lagos, pode favorecer o crescimento de algas.

Outro problema sério em relação ao cultivo dessa cultura agrícola é a questão da água. "Para produzir 1 litro de álcool combustível a partir da cana-de-açúcar são necessários 1,4 mil litros da água. É uma produção muito cara em termos de água", disse Ballester.

Já a fuligem produzida pela queima da cana-de-açúcar durante a colheita, segundo a pesquisadora, contém um tipo de carbono diferente que pode ser assimilado em maior ou menor escala por organismos presentes em um rio, por exemplo.

Ao se depositar no solo ou em um ecossistema aquático, o material modifica a ciclagem de carbono do meio. "A fuligem da cana acidifica o solo e a água e isso tem consequências para o ecossistema", disse Ballester durante o Simpósio Japão-Brasil sobre Colaboração Científica. Organizado pela FAPESP e pela Sociedade Japonesa para a Promoção da Ciência (JSPS), o evento foi realizado nos dias 15 e 16 de março, em Tóquio.

Nos casos da transformação da floresta por áreas de pastagem de gado ou de cultivo de soja, como ocorre na região oeste do país, os dois fenômenos têm impactos. A diferença entre eles, no entanto, está nos níveis de impacto.

Por meio de um estudo realizado no âmbito de um Projeto Temático apoiado pela FAPESP, o grupo de Ballester analisou as transferências de nitrogênio e a biodiversidade de peixes de duas bacias interligadas em Rondônia, com 800 metros de extensão e as mesmas condições físicas. Uma das bacias, no entanto, era margeada por áreas de pastagem de gado e a outra possuía mata ciliar.

Os pesquisadores observaram que o rio que teve sua cobertura vegetal modificada apresentava apenas uma espécie de peixe, enquanto o curso da água cuja mata ciliar foi mantida possuía 35 espécies.

"Quando se retira a vegetação da borda de um rio, entram mais luz e materiais no corpo d'água que fazem com que a água tenha menos oxigênio e modifique as condições locais. Isso afeta a diversidade biológica do ecossistema", explicou Ballester.

Outra questão observada em estudos no Mato Grosso é que a mata ciliar nas áreas em que se produz soja com certificação socioambiental do produto para exportação é muito diferente das matas ciliares encontradas na mesma região onde o cultivo não avançou. "Não é o mesmo tipo de vegetação", disse Ballester.

Além disso, de acordo com a pesquisadora, a soja necessita de 32% mais fósforo do que outras culturas e, a exemplo da cana-de-açúcar, retira muita água do solo.

"A grande preocupação mundial com a expansão dos cultivos de soja, de cana-de-açúcar e de milho para produzir agroenergia é saber se as áreas de produção de alimentos serão substituídas por áreas para produção de energia, mas pouco se tem olhado para a questão da água", disse Ballester.

"A maior parte das áreas de produção de agroenergia não tem água suficiente para manter as culturas com elevada produtividade e será necessário irrigá-las. Isso representa outro problema sério que irá mudar o ciclo da água", destacou.

(Agência Fapesp)

biologia marinha

Fóssil de baleia azul com quase 2 mil anos pode ajudar a evitar extinção da espécie

3/15/2013 02:42:00 PM



Um fóssil de baleia azul (Balaenoptera musculus) com aproximadamente 1,8 mil anos, encontrado na praia do Leste, no município de Iguape, litoral sul paulista, poderá ajudar a evitar a extinção da espécie. "Nós encontramos ossos da coluna vertebral e pegamos a bula timpânica, que é equivalente ao ouvido. [Isso] vai permitir que eu possa identificar com certeza a espécie", explica o professor Francisco Buchmann, coordenador do Laboratório de Estratigrafia e Paleontologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp).
 
Parte do crânio do animal foi encontrado por um morador local, em agosto do ano passado. Ewerton Miranda de Souza entrou em contato com a Sociedade Brasileira de Paleontologia que indicou o laboratório da Unesp para remover e avaliar os ossos. Nesta semana, a idade do osso foi atestada após análise de um laboratório americano especializado em datação por meio do carbono 14. Estima-se que a peça tenha entre 1,8 mil e 1,9 mil anos.
 
Buchmann destaca que, atualmente, existem apenas entre 100 e 200 baleias dessa espécie no mundo. "Normalmente, fala-se que a [população de] baleia azul está crescendo, mas [com essa descoberta] vai ser possível provar com certeza que sim ou que não. [Será possível dizer]: eu não acho que é uma baleia azul, eu tenho certeza que é uma baleia azul", explica.
 
Na avaliação do professor, a espécie continua bastante ameaçada, pois a pesca é intensa, especialmente em países como a Noruega e o Japão. "A pressão é muito grande. Esses animais levam, às vezes, dez, 20, 30 anos para fazer um filhote. Se eu matar três quartos [da espécie], para ter esses três quartos de novo vou ter que esperar 50 ou 100 anos para recuperar e não dá tempo, porque no ano que vem vão continuar matando", apontou.
 
Além de contribuir para a conservação da espécie, a descoberta vai permitir estudos sobre a variação do nível do mar. "Inicialmente, eu pensei que o fóssil teria 6 mil anos, porque foi quando teve uma grande variação do nível do mar", explica. Depois de constatada a idade dos ossos, Buchmann concluiu que a fossilização ocorreu em virtude de um grande evento natural, como por exemplo uma tempestade.
 
"[Ocorreu] algo que encalhou esse animal na praia e rapidamente esse mesmo evento soterrou o animal. Ele ficou pelo menos parcialmente soterrado e isso favoreceu a fossilização", explicou. De acordo com o pesquisador, "todo organismo tem grande potencial de se tornar um fóssil, mas se ele cair na rua, por exemplo, ele apodrece. Agora, se um animal for soterrado, ele fica isolado do oxigênio, então ele não apodrece, ele fossiliza. As condições do ambiente favoreceram isso", esclareceu.
 
A praia onde os ossos foram encontrados tem rápida erosão, segundo o pesquisador, e foi isso que possibilitou a descoberta dos fósseis. "Em 2011, a distância do mar para onde a baleia foi encontrada era 700 metros. Isso quer dizer que, em 11 anos, o mar invadiu 700 metros, caíram várias casas, ruas inteiras desapareceram. Debaixo de uma das casas que caiu, apareceu essa baleia", relatou. Desde que ossos foram descobertos, o mar já avançou mais e agora a área está sob a água.
 
(Camila Maciel / Agência Brasil)
Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-03-14/fossil-de-baleia-azul-com-quase-2-mil-anos-pode-ajudar-evitar-extincao-da-especie

biologia marinha

Professores da Uergs integram equipe de profissionais que revisará a lista da fauna ameaçada no RS

9/15/2012 09:04:00 AM

 Fonte: UERGS


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A Secretaria Estadual do Meio Ambiente, por meio da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul (FZB), está iniciando um processo de reavaliação da lista da fauna ameaçada de extinção no Estado.  Paulo Ott e Rodrigo Printes, professores da Uergs, integram a equipe de profissionais responsáveis pela avaliação. O processo será realizado por meio de dois workshops, sendo o primeiro deles de 12 a 14 de setembro, no Auditório do Centro de Eventos do Instituto de Informática da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

A comissão técnica que se reunirá no primeiro workshop contará com a presença de mais de 140 pesquisadores de diferentes instituições de pesquisa e ensino do Rio Grande do Sul e de outros Estados. Paulo Ott é professor do Curso de Biologia Marinha da Uergs e coordenador da Unidade Litoral Norte e estará participando da comissão como revisor das espécies de mamíferos marinhos. Rodrigo Printes, professor do Curso de Tecnologia em Gestão Ambiental na Unidade em São Francisco de Paula, participará como especialista do grupo de primatas.

Lista atual tem dez anos

A lista da fauna ameaçada de extinção vigente foi publicada em 2002 e considera 261 animais ameaçados. “Passados dez anos é fundamental uma revisão para verificar o atual estado de conservação das espécies e direcionar os futuros esforços de conservação”, explica Ott. A nova lista tem divulgação prevista para o início de 2013.

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